ECOAR.png

Transformar a educação significa ampliar o olhar para o propósito de ser educador, identificar a importância, responsabilidade e encantamento que a profissão requer.

 

A abordagem ECOAR tem como foco promover tempo e espaço para que cada um resgate e fortaleça sua identidade, a partir de encontros ao ar livre, permeados por textos poéticos, corpo brincante e troca de experiências entre pares. Vivências que promovam a ampliação e ressignificação de saberes individuais e coletivos. 

Uma prática séria e comprometida com os educandos exige essa formação integral, que vai além do conteúdo, planejamento e registro. O ser humano e suas memórias de vida são indissociáveis do professor que se é ou deseja ser.  Concordamos com Nóvoa, quando afirma que o professor é a pessoa; e uma parte importante da pessoa é o professor. É preciso reconhecer as singularidades de cada um e localizá-las no contexto do grupo. Um professor pode ser mais acolhedor e ter sensibilidade para perceber essas necessidades peculiares e cíclicas, se ele próprio é acolhido por ouvidos sensíveis. Consegue identificar no outro suas forças e desafios para avançar nas aprendizagens se encontra tempo e espaço para reconhecer em si mesmo tais características. A percepção de si e do outro gera mudanças significativas nas relações humanas e, consequentemente, impacta positivamente no ambiente escolar e na aprendizagem das crianças. 

 

A ECOAR contempla as três macro competências estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular: cognitivas, pessoais - sociais e comunicacionais. No alicerce da abordagem estão a natureza, a poesia e o corpo brincante. O contato com a natureza estimula os sentidos, favorece vínculos e inspira momentos de concentração. As narrativas poéticas convidam a modos diferentes de perceber e sentir o mundo, encorajando cada um a descobrir sua própria maneira de ser. O corpo expressa a relação do indivíduo com o meio, aliado aos movimentos das brincadeiras de roda e caminhadas ao ar livre, é uma potente forma de reconhecer e compartilhar pensamentos e emoções humanas. Concordamos com MORIN (2000) quando afirma que, a educação do futuro deve estar centrada na condição humana, devemos nos reconhecer em nossa humanidade comum e ao mesmo tempo reconhecer a diversidade cultural inerente a tudo que é humano. 

Project%20Capture%20(16)_edited.png